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Como fundar novas empresas é tema recorrente no último dia da Expo Y
Postado por
Aylons Hazzud
em
20/07/2011 21:30
Blog: Nunca dantes navegados
Karmômetro (?)
tende a ruimApesar do menor movimento, público mais jovem chamou palestrantes ao debate no último dia de feira.
Aylons Hazzud
direto de São Paulo
Dicas para novos empreendedores nacionais estão pautando o último dia da Expo Y: de como conseguir investimento a como começar usando só a própria grana (ou quase nenhuma grana), a feira começa a mostrar uma faceta mais voltada ao público que lhe dá o nome.
Logo no começo do dia, um debate sobre bootstrap, que é quando o empreendedor não depende de nenhum outro investidor. O debate ancorado por Filipe Boldo e Ricardo Magri da empresa de coworking Ponto de Contato fizeram uma verdadeira ode à frugalidade: “Acabe com os supérfluos. PABX, lousa magnética, secretária – esqueça isso”, disse Boldo, reforçado por Magri: “Quando trabalhei com importação, usava escritório de amigo alugado a preço módico […] meu custo total era de menos de R$200,00”, disse o empreendedor, que vendia primeiro para só depois encomendar os produtos, diminuindo a necessidade de capital de giro.
Em outra palestra, Eric Acher, cofundador da Monashees Capital, prometia falar de bolhas e de mercados saturados no Brasil. Mas a palestra se reduziu a uma exposição sobre boas práticas para novos empreendedores fazerem propostas a investidores, muito embora um dos investimentos de Acher seja o Peixe Urbano, que faz parte de um dos mercados mais saturados do país: os de compras coletivas.
Sites de compras coletivas também foram citados em outra palestra voltada a negócios inciantes: “O Vale do Silício é aqui”: “Brasil tem 2000 sites de compras coletivas. A inovação não é necessariamente tecnológica, quando você pensa em inovação, pensa em tecnologia também.”, explicou Diego Remus do Startupi.com.br
A palestra, que se propôs a desmistificar o modelo de criação de empresas predominante no polo tecnológico dos EUA, foi uma das que mais fomentou o debate na feira: “O Vale do Silício surge durante a Guerra Fria, financiado com dinheiro do departamento de defesa dos EUA”, disse o investido Michael Nicklas, reforçando que mesmo polos dinâmicos de investimento privado surgem com ajuda do governo, enquanto outros palestrante traçavam um paralelo deste modelo com o financiamento público de filmes no Brasil.
Este foi um dos mais efetivos “debates” do evento, com muita gente contestando a possibilidade de uma empresa amealhar capital de risco no país, em especial quando as propostas concorrem diretamente com empresas estrangeiras: “Até o inglês fluente é uma dificuldade”, disse uma das participantes. Mas este debate foi uma exceção: a maioria dos debates da Expo Y adquire contorno de palestras com poucas perguntas e respostas, mesmo quando há vários participantes no palco.
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